9 de maio de 2010

PELE




"A linguagem é uma pele: esfrego minha linguagem no outro. É como se eu tivesse
palavras ao invés de dedos, ou dedos na ponta das palavras."
(Roland Barthes)

18 comentários:

pablorochapoesias.com disse...

Adorei Tania! Quanta profundidade!! Belíssima contribuição!!

Beijos!

Marcantonio disse...

Bartes está falando sobre o sentido epidérmico da linguagem, sua incapacidade de se aprofundar no que o outro é; ou, ao contrário, na capacidade que ela tem de instaurar a intimidade?
Para mim, a linguagem é como uma película plástica entre peles orgânicas, podemos através dela apreender a forma externa do outro, seu volume, algo de sua textura, mas raramente sentimos a sua (tempera)tura interna, a não ser, talvez, por uma coincidência inverificável.

Abraço, Tânia.

Tânia regina Contreiras disse...

Pablo, retirado de Bartes, "Fragmentos de um discurso amoroso", que adoro. Marquinho, penso que Bartes fala da intimidade que se pode alcançar através da linguagem, pensando no contexto do livro de onde foi retirada a frase (citei acima). Mas eu concordo com você, há algo mais que talvez o silêncio (não a linguagem) alcance.

Obrigada por vocês aqui.
Abraços,
Tania

Juan Moravagine Carneiro disse...

Poucos são tão "sedutores" com as palavras como o genial Barthes!

Abraço

Machado de Carlos disse...

"A linguagem é uma pele: esfrego minha linguagem no outro. É como se eu tivesse
palavras ao invés de dedos, ou dedos na ponta das palavras."
(Roland Bartes)

Amor cigano deve ser como um “post” como este. Um amor rodeado em um mundo de púrpura. Entretanto assim como veio a cigana foi-se. Porque cigano é nômade, assim como seu amor fugaz!
Agradeço-lhe pela sua visita, minha grande amiga!

Tânia regina Contreiras disse...

Juan, Machado, obrigada pela gentileza da presença e comentários.

abração para vocês!

Leonardo B. disse...

[barthes na cozinha do poema; improvável, nunca impossível]

um imenso abraço, Tânia

Leonardo B.

Tânia regina Contreiras disse...

Leonardo, um grande abraço também pra ti, obrigada pela presença.

Abraço,
Tania

Carol disse...

Como o Juan disse, poucos são tão sedutores com as palavras!

Muito agradável seu cantinho!

Beijo.

Tânia regina Contreiras disse...

Obrigada, Carol, pela sua visita e gentileza.

abraços,
tania

Cristiano Contreiras disse...

Eis a pele externando sentido e sensações pelos poros da linguagem...

Beijo

Lianara **Lia** disse...

Olá!

Vi você no blog da Ju Rigoni. Vim espiar e adorei!
Já virei fã e seguidora, viu?

Abraços

Lia

Blog Reticências...
http://liaks25.blogspot.com/

Tânia regina Contreiras disse...

Cris, palavras são pele, será? São dedos, são mãos? Não sei...Gosto muito do Barthes, lembrei-me dele casualmente e postei.

Lia, já retribuí a visita e a harmonia do seu espaço ecoou em mim, trouxe a tal...intimidade...tão fundamental pra mim!

Abraços,
Tânia

jefhcardoso disse...

Tânia Regina, obrigado por sua atenção e caprichosa leitura! Falando de sua postagem: você já deve ter ouvido dizer que o corpo fala. Thérèse Brtherat e Carol Bernstein até ecreveram livros sobre isso, um deles se chama O Correio do Corpo. Conhece?
Tânia, me despeço já com saudades e deixo para você o meu sincero abraço!

Anônimo disse...

É por isso que tenho sentido seus dedos tocando em mim: bem que eu desconfiava que tratava-se de uma poetisa, de uma amiga, querendo falar-me alguma coisa...
Que bom ter você a roçar minha pele com suas palavras de encanto e suas poesias de inspiração!...

bjo.

Sam

ju rigoni disse...

Ah, Tania, que bom momento para lembrar essas palavras de Barthes...

A escolha da palavra esfregar é fantástica, principalmente quando a frase de Barthes é apresentada em diferentes contextos, abrindo-se a infinitas leituras. Dia desses estava conversando sobre isso com amigos.

E, quanto as palavras - lindas - que deixaste por lá, saiba que sinto-me do mesmo modo quando estou por aqui.

Um beijo, linda, e inté!

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Ju, obrigada por ter vindo. Sim, algumas palavras caem bem, são elas e não seriam outras, e me perunto muitas vezes como vêm, como chegam, de que canto saem: mas saõ tão bem vindas!

Beijo grande pra ti!

Mai disse...

É exatamente assim.

Abraços