11 de maio de 2010

Sem mais...

Voo preso em amuleto
Lágrimas evaporadas
Paixões ressentidas.
Amar – quem me dera.
Olhar ressecado
Versos calados
E esse opaco adeus
na despedida.

(Tânia Contreiras)

17 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Lembranças quebradas ou guardadas...nunca se sabe...

...mas que certas lembranças são fantasmas que nos acompanham para sempre..isso é um fato...!

Agradecido pelas palavras e pelas visitas ao Rembrandt...

Abraço

Primeira Pessoa disse...

e o adeus é mais dolorido para quem fica.
do que para quem parte.

belo amuleto, tânia.

Tânia regina Contreiras disse...

Juan, obrigada a você pela visita. Verdade, algumas lembranças são mesmo fantasmas.
Abraço grande pra você

Roberto, sim, quem fica é quem "está indo embora", muitas vezes.

Abração procê!

Jefh, não sei como, sua postagem sumiu...não sei se apaguei sem querer, sou tonta às vezes. Mas fica o registro, te li, suas pegadas ficaram na Casada Imaginação e agradeço a ilustre presença! rs
Abração,
Tania

Leonardo B. disse...

[a pele da nuvem nos faz comungar na letra; que seja sempre próximo o ribeiro atlântico]

um imenso abraço, Tânia

Leonardo B.

Tânia regina Contreiras disse...

Leonardo, Poeta admirável, obrigada pela passagem pela Casa da Imaginação.

Um grande abraço, meu irmão de sonhos...
Tânia

Gerana Damulakis disse...

Tânia: mas seu amor com as palavras é seguro.

Marcantonio disse...

É quase uma narrativa. Anotações residuais de um ciclo que finda no passado, feitas num presente desiludido, mas lúcido.

Abraços, Tânia.

PS. Curiosamente os caracteres para verificação de palavras formam a palavra "later"!

pablorochapoesias.com disse...

Vc fala de tanta gente que é incontável o alcance deste poema, Tania. A sensibilidade de captar o tema nessa poesia e sua contrução em palvras quase contassenso, mas que fazem o sentido poético são dignos de todo aplauso!

Adorei, poetisa talentosa!

Beijos

Anônimo disse...

"Amar - quem me dera".
Quem dera mesmo, querida amiga! E esse voo preso (ao amuleto do Amor?), me fez voar e libertar um verso calado que tenho guardado ha algum tempo... o mesmo verso do poeta do povo, que pergunta em tom de despedida::
"Por que amar, se vamos morrer? Por que morrer se amamos? Por que falta sentido, ao sentido de viver, amar e morrer?"...
Ainda não sei! por isso caminho errante: vivendo, amando e morrendo... preso ao amuleto da vida: esse "jardim da fantasia" em que podemos chamar os bichos de amor!

Bjo.

Sam

Tânia regina Contreiras disse...

Gerana, querida, o amor pelas palavras (e a briga com elas...rs), sim, é seguro, é real. Beijo e obrigada pela visita.

Marquinho, é sim, esse é o espírito da coisa, ciclo fechado, verso posterior, que surge de uma lembrança sentida, mas lúcida, sem dúvida. Bom ser lida por olhos de um poeta que, nossa, admiro e gosto muito!

Abraços


Pablo, poetinha querido, que me arrebata sempre e sempre e sempre com seus versos, muito grata pela gentileza da visita e comentários.
Beijo grande


Querido Sam:

Quando você me fala só leio poesia e queria ouvir mais e mais: vamis, amigo, abra a sua casa da imaginação para todos nós! Amo você, viu????

Beijos,
Tania

ju rigoni disse...

Há muitas histórias nessa história concisa e única, ou não seria o poema que é. Ler, reler, "viajar", para reconhecer em todo fim o novo.
Belo, minha amiga.

Bjs, Tania, e inté!

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Ju, obrigada mais uma vez pela presença doce...

Abraços,
Tânia

Andrea de Godoy Neto disse...

É Tânia, os ciclo se encerram, mas entre morte e renascimento, há um espaço onde deixamos purgar, evaporar, o que ainda tem presença em nós... processo necessário, mas tão dolorido, aque que a pele se refaça.

Lindos teus versos, mais ainda a profundeza de onde eles vem.

grande beijo

Rita Contreiras disse...

Estive por aqui...ás vezes fico sem palavras diante do que leio, principalmente quando as palavras colocadas são quase como um não falar, um sentir saído quase sem querer dizer...

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Andreia, obrigada pela sua presença. É isso: a pele se refaz aos poucos, às vezes cura-se ou tenta curar-se em verso.

Beijo grande

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Rita...Contraditório, mas verdadeiro: a vontade de silenciar transforma-se numa necessidade de falar, vá entender! rs

Obrigada por vir...
Beijo,
Tânia

Silenciosamente ouvindo... disse...

Tânia realmente a vida sem música
seria muito diferente para pior.
Beijinhos/Irene