30 de outubro de 2013

Onomatopeias do adeus







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A Morte tem muitas vozes




Tintim!

Sorvemos das taças
o último gole
alucinando eternidades.

Crack! prac! prec!

Agora explodem cristais
sob a onomatopeica
canção do adeus.



Baroom! Baruuum!

Os céus iluminam-se
ao clarão dos trovões
de um juízo final
que incinera sonhos.


Blém! Blém!

Da matriz da praça
o sino devassa a
íntima celebração da morte.

Crash!, Praaa!

Em letras de nuvens carmins
a gazeta diária da aurora
anuncia: dois astros chocaram-se
antes do amanhecer; da colisão
nasceram melancólicas estrelas.

9 comentários:

Cris de Souza disse...

Que poema sonoro, cheio de sentimento!

Lembrou-me "Vapor barato", canção do Zeca Balero.

Beijo, minha querida violeta*

jorge pimenta disse...

e como diria vasco gato, as estrelas existem e têm luz própria por um qualquer motivo. e como os há tantos e tão diversos, que faço meus, sempre que por aqui viajo, taninha.

beijos mil em onomatopeia de mel para ti!

Verso Aberto disse...


cristais e estrelas
no eterno big bang
que une início e fim
de toda fria solidão

belo Tania

bjs

Assis Freitas disse...

onomatopeias para um corpo cansado




beijo

Adri Aleixo disse...

Poderia ser uma aula, mas é um deleite. Beijo <3

Fred Caju disse...

Porra. Cê foi buscar onde eu não chegaria. Achei genial.

PS: "Vapor Barato" é do Jards Macalé com Waly Salamão, mas o Zeca cantando fica massa, Cris.

cirandeira disse...

Tim! Tim!, poeta!!!

beijos mil!!!

dade amorim disse...

Delícia esses poemas, minha flor!

Beijos

Eleonora Marino Duarte disse...

a presença das onomatopeias vai nos dando um ritmo e acabamos envolvidos no balanço desta dança do deu poema.

muito bom, Tanita, forte, inclusive!

:)


beijo.