14 de outubro de 2013

Desvio






Do Desafio Poético com Imagens - Imagem: Brooke Shaden


Última imagem do Desafio Poético comentada, ontem, pelo poeta Wilson Caritta, que faleceu hoje. "Tania, querida, melhorando tentarei o poema com o maior prazer,a imagem é linda! Bjos”, deixou ele ontem registrado.
“...virei testemunha do descaso da saúde pública deste país, (é geral), e falo do estado mais rico da federação...." -  escreveu ontem no post do Desafio Poético, no Facebook. Mas o poeta não teve tempo para tentar. Escreveu o poema caminhando para fora desta vida.  Dedico o poema a Wilson. Poeta caminha com sua luz própria. E assim está ele caminhando.





Atenta
Para os pés
Suspensos:

Não há cadência
Nesta dança.

A morte é um desvio
Que liberta os passos
Da exatidão.

Olha-me
Na ausência
Dos olhos
E livra-te
Dos reinos
Prometidos.

Há um poema
Sem métrica
No fundo do abismo.

9 comentários:

Ira Buscacio disse...

Eu quero este poema no fundo do fundo do meu abismo

Bj para essa sua alma gigante

Assis Freitas disse...

de torar
de torar


beijo

José Carlos Sant Anna disse...

A morte é a sombra do poema!

Beijos, Tania!

Cris de Souza disse...

Somente um suspiro...

Beijo, violeta rara!

cirandeira disse...

Às vezes a morte chega encoberta pela poesia, principalmente a dos poetas!!!

beijos, querida

P.S.: por que a ´"epígrafe" está com as letras tão miudinhas? Tive que fazer uso de uma lupa :)

Enigmático Byjotan disse...

Morte que acalma,que veio para apaziguar, que acalenta a alma imortal do poeta.Sonhei em seus versos.Beijo do leitor que chega.:-BYJOTAN.

Cecília Romeu disse...

Taninha querida,
repetindo fragmento da prosa poética que o Jorge abrilhantou com seus versos:
Homens de bem e poesia jamais falecem a causa da senhora realidade.

E eis a eternidade, Taninha!

Esse circulo de luz que se formou em torno do nome do Wilson deixa tudo muito claro, essa eternidade que existe e que não se apagará.

Para a crônica dos jornais,usei um tanto dos dizeres dele que você havia me recomendado nessas palavras dele. E que nunca se cale a voz do Wilson que também é nossa voz!

Grande beijo com admiração por ti!

jorge pimenta disse...

poeta, plantador de sonhos nesta seara de (des)ilusões.

de emudecer, taninha. beijos!

marlene edir severino disse...

Há um poema
para cada instante
superfícies
abismos
nuvens

Beijo, Tânia!