15 de maio de 2013

Ausência











 
Imagem: Karen La Monte


não sou eu quem fala.

não adianta tentar
me desnudar pelos
versos insossos
de um poema ou outro.

não sou eu nem ela
muito menos a outra:

uma multidão
em alvoroço
invade meus
compartimentos.

muitas vezes lamento
ter de sair de casa
na hora que alguém
toma minhas mãos
e rascunha a ausência.

12 comentários:

Eleonora Marino Duarte disse...

não sei de qual imagem gosto mais, s da multidão que és ou se das ausências que nos impõe quando nos invadem...

muito bonito, seus versos tem sempre um tom de confissão que eu adoro.


um beijo, querida.

Assis Freitas disse...

estes versos finais me deixaram crisálida: apto para voar


beijo

eurico portugal disse...

que importa quem fala? escuto a voz, tomo-lhe as mãos rascunhando as minhas ausências. e essa, a voz,sei bem não apenas qual é mas também de quem é.

beijos, taninha!

José Carlos Sant Anna disse...

Ausência:
um mundo que
sempre nos alcança.
Beijoss,

Fred Caju disse...

: Alteridade.

Luiza Maciel Nogueira disse...

belíssimo Tânia, essa ausência éum imenso silêncio cheio de mistérios

beijos

cirandeira disse...

A ausência é uma companheira inseparável! e fala pelos cotovelos..., gosta de intrometer-se quando estamos rodeadas de pessoas. Prefiro não contrariá-la, na maioria das vezes ela tem razão :)

beijos, querida!

Wilson Caritta disse...

Muitas vozes formam nossos rascunhos, mãos plenas de poesia, esta não se ausenta, só revela!

beijo!

Stella Tavares disse...

Visitei o seu blog por encontrar um comentário seu em um blog de outra pessoa e o seu comentário, de tão poético, me inspirou a procurar por suas palavras. Parabéns!
bjs

marlene edir severino disse...

Impiedosa presença!

Gostei muitíssimo!

Beijos, Tania!

Márcia Luz disse...

Já dizia Drummond, em poema homônimo:

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

Um grande abraço!

Cris de Souza disse...

Que presença de espírito...