11 de maio de 2013

Andarilha




eu não sei.

a frase veio
epifânica
com o clarão
e os estrondos
das grandes
revelações.

corpo vertiginoso
dança sagrada
de rodopiar
até desfocar
o livro obscuro
da sabedoria.

eu não sei
sempre não soube
nunca pensei que não sabia.

andarilha
sem bagagem
trago no olhar
apenas o prelúdio
da poesia.

5 comentários:

Joelma B. disse...

tantos corpos feitos de lira!!

vamos dançar!?

beijo, poeta musa da musa!!

;)

Assis Freitas disse...

este não saber é o que alimenta


beijo

Wilson Caritta disse...

Tania...

andarilha
sem bagagem
trago no olhar
apenas o prelúdio
da poesia.

que lindo olhar este!! bjos!

eurico portugal disse...

que versos mais maravilhosos neste meu frágil eclipse...

placco araujo disse...

Eu não sei
sempre não soube
nunca pensei que sabia.

Este verso me fez lembrar Douglas Adams do "O mochileiro das galáxias".-
Proteja-me de ficar sabendo daquilo que eu não preciso saber. Proteja-me até mesmo de ficar sabendo que existem coisas que eu não sei. Proteja-me de ficar sabendo que decidi não saber das coisas que decidi não saber. Senhor, proteja-me das consequências disso. Amém"

Gostei muito também da parte escolhida pelo Wilson! Na verdade, gostei de tudo.

P.S. A imagem escolhida foi PERFEITA!!!