10 de maio de 2013

A (r)evolução






aos poucos
os encontro
todos com
um abismo
nos olhos
homicidas.


olhá-los
por pouco
tempo
faz o corte
na máscara
de pele
que já sangra.

os que estão
esquecidos de si
são sugados
pelo ventre da morte.

a infelicidade
começa a assumir
seu reino sobre
a massa atônita.

aos poucos
uma força
magnética
amontoa
em espaço
exíguo
os que já
viveram
um dia
a infinitude
como morada.

mas não há
de ser nada:

novos espaços
surgirão sobre a terra.

todos eles se encontrarão
confrontarão abismos
e se reconhecerão.


assim começará
enfim a (r)evolução

5 comentários:

cirandeira disse...

Não sei. Confesso que ainda não sei...!?

beijo, querida e
um bom final de semana!!!

eurico portugal disse...

não há de ser nada que nos bastamos com os pequenos tudos.

poderosas imagens a enfeitiçar o lado mais sensível desta minha pele, taninha!

beijo meu!

Assis Freitas disse...

também imagino que assim seja
e tudo crescerá neste abismo de nós


beijo

José Carlos Sant Anna disse...

Há muito estou inscrito nessa corrida: a vida é energia e movimento.
Bom é perceber que você está sempre refletindo sobre a vida nos seus escritos.
beijoss,

Fred Caju disse...

Que peso nessa primeira estrofe!