23 de abril de 2013

Anjo de rabo









há anjos
sem halo
que abanam
o rabo
e correm
a morder
o osso da morte.

osso duro
de roer
a morte
esquelética
não entende
que o mar
adentrará
a alma
de um menino
cujo destino
é ser azul
e profundo.

8 comentários:

Adri Aleixo disse...

Intensa, forte e palpável.
Um grande beijo!

Naiana P. de Freitas disse...

singelo e forte, esse anjo.
boas imagens trouxe com esse osso duro da morte.

abraço
:D

Assis Freitas disse...

no destino do menino azul já há o profundo,



beijo

marlene edir severino disse...

Azul risco
no horizonte!

Beijão, Tania!

dade amorim disse...

De grande intensidade, esse poema.

Beijo.

Ira Buscacio disse...

como diz nosso poetaço Assis: é de torar!
bj, Taninha

eurico portugal disse...

abismos e águas rasas, com a história na ponta dos dedos - ramo e viço ao vento desafiando o azul dos nossos dias.

belíssimo, como tudo o que passa e permanece.

beijos, taninha!

Caroline Godtbil disse...

Ser azul e profundo é mais que destino... é estigma!
Beijos.