26 de abril de 2013

Da criação do homem









da costela
da moça
nasce um homem
gigante.

é preciso voltas
pra lhe contornar
o corpo;

dias pra
alcançar o topo;

eras pra
lhe correr o sangue
a nado livre.

mas a moça
transmuta-se
em beija-flor
e acaricia
com as asas
o astro incandescente.

é preciso ternura
para tocar o olhar
dos homens gigantes.

4 comentários:

Caroline Godtbil disse...

A ternura é sempre inprescindível...
Beijos.

Assis Freitas disse...

seria real se não fosse uma fábula tão sem igual,


beijo

Fred Caju disse...

Confesso que não iria gostar do poema se não tivesse passado da primeira estrofe. Inda bem que li todo.

Verso Aberto disse...

sempre achei que esta história da costela de Adão era inveja da mulher

e veja agora, Tânia, que mesmo assim ela consegue ter pelo homem o carinho que historicamente lhe foi negado

que sua ternura nos abra os olhos

parabéns pelo belo poema