4 de março de 2013

Príncipe de botas




já tenho tuas botas
cinderela às avessas
te procuro terra
e me chegas líquido
príncipe nascido de orvalho.

teu rosto
é feito
de todas as águas
onde me mirei.


4 comentários:

Assis Freitas disse...

ficou de fadas um conto de águas,



beijo

José Carlos Sant Anna disse...

É o tempo presente das águas excessivas encharcando o Eu.
beijoss,

Andrea de Godoy Neto disse...

buscamos chão inutilmente, são as águas que nos inundam e nos carregam para frente

adorei este, adorei mesmo.

beijo

Cris de Souza disse...

Esse poema é um sonho!