13 de janeiro de 2011

Vertigem

fui ao teu encontro
pra decifrar tua alma
e conhecer a tez
que recobre o semblante
agonizante do teu ser.

fui para saber da dor
que abre teu coração em dois
e entender do trágico silêncio
que sempre vem depois
tão logo chegue a alvorada.

vim decidida
a mergulhar
nas águas profundas
de tuas células
e conhecer
a tua origem.

[Não, e não é amor
que me orienta os passos;
tampouco é paixão:
é vertigem.

11 comentários:

Maria Rita disse...

Parabéns...gostei muito de tudo por aqui, por certo voltarei!


Beijos pra Ti

Andrea de Godoy Neto disse...

Ahh, essa vertigem que nos move distante do chão...
tão bom ler teus versos, Tânia! Estava com saudades...

beijo grande

Jorge Pimenta disse...

um dia fui ao seu encontro, para decifrar a sua alma. corri que nem um louco. ganhei escoliose e perdi o andar. hoje, a vertigem é apenas a frasco onde a coragem descansa [já nem as mãos esfomeadas a procuram].
belíssimo, taninha!
beijos!

Mar Arável disse...

Nos vagarosos instantes

tantas vezes a vertigem

o impulso inevitável

Rayuela disse...

vértigo
vorágine
en las
aguas profundas
del ser

besos*

Assis Freitas disse...

perigosamente vertical,


beijo

Leonardo B. disse...

[essa, a suprema viagem: o coração por bagagem]

um imenso abraço, Tânia

Leonardo B.

Mila Lopes disse...

Os sentimentos escorrem das tuas mãos e nos tocam de uma forma deliciosa...
Parabéns Tania!

Bjs

Mila

Folhetim Cultural disse...

Olá neste sábado em meu blog minha coluna poética, uma homenagem ao grupo Roupa Nova e Bruno Martins no chá das 5. Conto com sua visitá lá.

informativofolhetimcultural.blogspot.com

Magno Oliveira
Folhetim Cultural

Primeira Pessoa disse...

"Não, e não é amor
que me orienta os passos;
tampouco é paixão:
é vertigem.".

esse frio na barriga, taninha...
ah, esse frio que consome, mais que chama.

beijo,
r.

Machado de Carlos disse...

Cada alma é um mundo à parte. A alma cria situações incríveis à outra alma. Neste caso chamam de amor. Pois o amor caminha além da alma.
Beijos!...