12 de maio de 2010

O que o poema devora


Eu gosto tanto da escrita do Marquinho (Marcantônio, do blog Diário Extrovertido), que escolhi esse poema para um post aqui na Casa da Imaginação. Quem já conhece, pode reler. Quem não conhece o talento do Marcantônio pode conferir no seu blog, que não deixo de frequentar: http://diarioextrovertido.blogspot.com/


O FUNDO, A FACE


O que em mim


vai por dentro,


ocluso, oculto,


o poema devora.


O que em mim


é silêncio denso


no poema se arvora


em ramas sonoras.


O que em mim


é caixa interna,


canopo, relicário,


no poema é lápide,


epitáfio vário.


O que em mim


é amplo fosso,


no poema é face,


escorço.


O que retenho,


lenha,


o poema inflama


e resenha


em chamas.
(Marcantônio)

15 comentários:

Primeira Pessoa disse...

antes de mais nada, marcantonio é um cara muito legal.

as coisas que ele produz dele vou conhecendo aos poucos.

o pensamento dele é interessante, muito peculiar.

gosto de ver a vida pelos olhos de marcantônio.

ele tem um jeito bonito de olhar através das palavras.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Realmente belo poema...

Nõa conheço o espaço que indica...

...Vou conhecer!

abraço

E agradecido pelas visitas ao Rembrandt

pablorochapoesias.com disse...

Bela poesia! Visito o blog do marcantonio e sei que realmente é um grande poeta! Excelente escolha Tania! Seu blog sempre bom de visitar! Continue sempre!

Beijos!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Vou ver o blogue que refere.De
facto a poesia é muito bonita.
Obrigada pela sua visita e
pelas suas palavras.Beijinho/Irene

Silenciosamente ouvindo... disse...

Vou ver o blogue que refere.De
facto a poesia é muito bonita.
Obrigada pela sua visita e
pelas suas palavras.Beijinho/Irene

Tânia regina Contreiras disse...

Roberto, é assim mesmo que me vejo, olhando através de alguns olhos, como gosto muto de olhar através do Primeira Pessoa, esse seu olhar que também é bom de pegar emprestado.rs Obrigada por vir, abraços.

Tânia

Tânia regina Contreiras disse...

Juan, vale a pena conhecer a escrita do MAcantônio. É um estilo que me agrada muito, e sempre que o leio observo como são instigantes seus poemas, como é singular o poeta.

Abração pra você,
Tânia

Tânia regina Contreiras disse...

Pablo, você já conhece a escrita do Marcantonio, está só "revisitando" o poema, mas eis aqui um encontro de dois poetas admiráveis: você e ele!

Grata pela visita,
abraços.

Tânia regina Contreiras disse...

Amiguinha que silenciosamente ouve e traz a magia da vida, grata pela sua presença. Vá, sim, conhecer os versos do MArquinho, são muito bons.

Beijo grande,
Tânia

Assis Freitas disse...

poeta de cores e palavras, bela homenagem. A sua Casa da Imaginação é recanto cheio de encanto, Tania. Abraço.

Tânia regina Contreiras disse...

Marquinho é um artista plático-poeta ou um poeta-artista plástico? Acho que nem existe essa divisão, é um poeta de cores e palavras, como você diz, assis.

Grata pela visita,
Abração,
Tânia

Marcantonio disse...

Vim dar uma espiadinha de tímido envaidecido. Agradecer a essa gente boa que aqui comenta. E a você, Tânia, pela atenção generosa e espontânea que faz com que eu veja de outra forma as coisas que escrevo.

Sei que você vai dizer que não precisa, mas precisa sim: obrigado, querida.

Tânia regina Contreiras disse...

E não precisa mesmo, Marquinho. Um dos grandes baratos dos blogues é justamente isso, o enriquecimento, as descobertas e partilhas. De algum modo, somos todos PONTES, vamos levando de um lado a outro o que é bom, o que surpeende, o que arrebata, o que encanta. E eu é que me sinto envaidecida de ter aqui um poema seu. Deixa a Casa mais enriquecida.

Abraços,
Tânia

Machado de Carlos disse...

Olá!

Feliz com o seu comentário! Lua pode ter muito significado, por isso ela nos segue sempre. Alguns sofrem à luz da Lua. Outros passam por momentos felizes, porque a Lua vê tudo e deixa marcas. Enquanto o Sol vivifica durante o dia, a Lua descansa, não escurece a bela noite cheia de estrelas!...

Um grande abraço!

Beijos!...

Tânia regina Contreiras disse...

Abração, Machado. Ô, sim, lua deixa marcas!
Abraços,
Tânia