27 de abril de 2010

Rasgão no tempo


Lançam-se


Dançantes


As estrelas


No rasgão


Do tempo gasto


Por vãs expectativas.


Creio


Porque já não creio


Ouço


Porque é no silêncio


Que encontro o verso


Dito na partida.


É preciso que tudo envelheça


Que se esgotem as proezas


Que nos canse a beleza


Feita de plástico e de cortes.


Hoje eu prefiro a morte


Porque quero a vida.


Tânia Contreiras

20 comentários:

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tania...
poxa, que baque
que porrada
tão manso silêncio
e tão forte o barulho
adorei!

querida... bom estar aqui com vc!

jefhcardoso disse...

Tânia Regina, estou com muitos trabalhos para dar andamento. Aflige-me a vontade de postar algo para vir falar com vocês e ver o que acham. Vou preparar algo. Aviso-lhe quando postar.


Obrigado e um grande abraço!

Jefhcardoso

Tânia regina Contreiras disse...

Wal, bom também estar por lá sempre. E sempre passo, como não: já é vício! rs

Bjos

Jef, aguardo seu novo posto e não esqueça de avisar, embora eu esteja atenta aqui.


Abração

Juan Moravagine Carneiro disse...

Que grito!
...Que bofetada!

Cristiano Contreiras disse...

Plenamente intensa, turbilhões de sensações despejadas ou desejadas?!

Beijos

Tânia regina Contreiras disse...

Juan, sempre bem-vindo aqui, obrigada pela presença!
Abração

Cristiano: despejos, desejos, o que os separa?
Beijos

sarah disse...

Parabéns Tânio, lindo poema.

um abraço querida!

Tânia regina Contreiras disse...

Sarah, obrigada pela presença,grande beijo pra você. Eu fiquei "Tânio"....heheh...mas experimetei-me no masculino por um minuto.

Anônimo disse...

Querida amiga,

parafraseando os alquimistas da modernidade, podemos pensar assim, "invocada ou não, a morte (a Mãe de todas as coisas) está presente"... E com ela a Vida, o Amor, a Arte, a Poesia, mas também a "aprendiz de trovadora" que prefere a morte por querer a Vida.
Mas o que é querer a Vida?
É este abraço que nos vem comovente, sofrido e tão mais próximo projetado no presente...
É esse abraço sem frestas que acolhe o que é de todos e paratodos...
Coração com coração
Sem antes, sem ontem e sem depois:
O Abraço do agora?...
Sábia é a poesia que diz: "que coisa terrível essa que deus tem em dispersar aqueles que foram tocados pela chama do Amor...

Me desculpe estender tanto!...

bjo.

Sam

Tânia regina Contreiras disse...

Queridíssimo Sam, toda vez que vens me visitar penso no teu blog (está a caminho?), porque há tanto o que tens a compartilhar de belo com tantos outros!

Beijos e mais uma vez obrigada pela deliciosa presença.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Tania o seu blogue tem uma cor
que nos capta de imediato.
Obrigada pela sua presença
no meu blogue.
Um grande beijinho da Irene

Tânia regina Contreiras disse...

Beijo, Irene, passo sempre por lá.

Ft disse...

"Hoje eu prefiro a morte
porque quero a vida."

Não ficas atrás, viste?
Poesia boa postas aqui.
Obrigado pela visita... e pelo carinho tão gratuito.
Bom saber que, nalgum momento, a minha mensagem foi apreciada.

Meu tempo está rasgado tb.
Enfim.

Bjs, Tânia.

Flávio Henrique disse...

está abslutamente genial este poste mesmo

:)
continua

tenho andado um pouco fora disto mas regressei :P

bjinho

Tânia regina Contreiras disse...

Osvaldo, obrigada pela visita também. Sim, gosto dos seus versos. É bom saber onde encontrar coisas boas de ler e sentir.
Beijos

Tânia regina Contreiras disse...

Oi, Flávio, sim, senti sua ausência, não some não, deixa que a gente encontre você! srs

Obrigada pela vinda

Gerana Damulakis disse...

O movimento pendular sempre confere ao poema um ritmo encantador. Nos 2 últimos versos, além de encantar, a leitura trouxe um impacto. Gostei muito, Tânia.

Ana ♫ disse...

"Hoje prefiro a morte
Porque quero a vida"

pq me parece tão familiar???
(suspiros)

.............................
Mudando o rumo da prosa, valeu pela força no meu blog!
Bjs!

Tânia regina Contreiras disse...

Gerana, obrigada pela tua presença, pela tua força. Esse olhar dessa tua foto lembra o olhar de Clarice Lispector, sabia? rsr
Abraços

Tânia regina Contreiras disse...

Oi Ana, que bom que vieste aqui! rsr Te parece familiar a frase? Acho que nós blogueiros nos familiarizamos mesmo com tanto do que dizemos...

Abração