11 de janeiro de 2014

Delírio dos deuses




Foto:web



Os homens
São delírios
Dos deuses.

O panteão
Alucina corpos
Angustiados
À procura de
Sua origem.

Saber-se é
Desvanecer-se:
Fantasma dissipado
Pela sobriedade divina

Eu não existo
Tu não existes
Ele não existe.

Quando os deuses
Recobram a razão
Caixotes de madeira
Recolhem o que restou
Do cristalizado  delírio. .

E enquanto um homem chora
A morte de outro homem
Os deuses, perplexos,
Desconhecem seus
Próprios fantasmas.




5 comentários:

Cris de Souza disse...

Os deuses deviam descer do pedestal...

Outro beijo, querida!

Assis Freitas disse...

este final é encantatório



beijo

Assis Freitas disse...

este final é encantatório



beijo

Joelma B. disse...

Sensacional está série, Taninha...

Maravilhada com o poema!

Beijos, musa das musas!

jorge pimenta disse...

todo o poema um grito, mas essa derradeira estrofe, por entre lágrimas e fantasmas... quem nela se não se reconhece?...

arrepio,taninha, arrepio...