19 de julho de 2013

As garras do antidestino



Desafio Poético com Imagens - Arte: Sarolta Bán





Está no Destino:

Continuar a ser menino
Desbravar as névoas densas
Com o gume da imaginação.

Foge das mãos viciadas
Que reescrevem histórias
e deformam os sonhos
ainda no nascedouro.


Foge, menino
Das garras afiadas
Da mãe, do pai
Do padre e juiz.

Pra ser feliz
É preciso avançar
A ponte incompleta
E na vertigem da queda
Descobrir que tem asas.


 

7 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

Leitura perfeita para estas garras e a finda é um fecho de ouro como se fosse um soneto:
"E na vertigem da queda
Descobrir que tem asas".
beijos, Taninha,

dade amorim disse...

Poema de verdades, Tania.

Beijo beijo

Sônia Brandão disse...

Todos nós temos asas, mas só descobre isso aquele que ousa voar.
Belo, Tânia.
bjs

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.

Verso Aberto disse...

vida
ponte incompleta

bom demais

abs Tania

Assis Freitas disse...

fugir das amarras





beijo

eurico portugal disse...

o voo começa antes da existência das asas...