2 de maio de 2013

A palavra com febre





congela
não me diz nada.

nem mesmo
a eloquência
do silêncio
forjado na
última hora.

fecha a porta
vai embora.

já apodrece
cada sílaba
do que me foi dito.

ontem à noite
prometi ao espelho:
só quero palavras febris.

13 comentários:

Caroline Godtbil disse...

Essas ficam marcadas a fogo na memória...
Beijos.

eurico portugal disse...

a alvura dos delírios contra a parede dos arrepios: e as presenças confundem-se com os lugares sem memória no vazio dos versos...

beijinho!

Assis Freitas disse...

só o que consome nos chama à vida



beijo

José Carlos Sant Anna disse...

Acho que vale a pena viver por palavras febris.
beijoss,

marlene edir severino disse...

Impetuosas
abruptas!

Beijão!

AC disse...

Palavras que marcam, que vibram, que apelam à vida...

Beijo :)

Fred Caju disse...

Ferve no gelo.

Wilson Torres Nanini disse...

Que poema! A maior de todas as buscas é sempre para cauterizar o silêncio que não seja benigno, não é?

Abraços!

Eleonora Marino Duarte disse...

Tanita,

viva o incêndio, porque nada é pior do que gente morna...gostei muito.

um beijo.

Pablo Rocha disse...

E o espelho lhe devolveu um poema repleto de sensações únicas. Como é bom ler-te!

Beijos!

Luciana Marinho disse...

o desejo dando o seu caminho para a vida.

beijos!!

Sônia Brandão disse...

Palavras febris:algumas vezes nos consomem, outras vezes nos salvam.

bjs

Joelma B. disse...

Toda lira é feita de palavra febril!

beijo!