14 de outubro de 2010

Salve, Pablo Poeta!


Esse é do Pablo, o Poeta do http://pablorochapoesias.com/. Gostei (são muitos de seus poemas que tenho lido e gostado) e trago aqui. É um desassossego meu também. Vejam cá e lá...


Desassossego


Quando houver paz eu morro
Sou da inquietude das guerras
Do arado que reboliça a terra
Sou da incerteza do momento.

No sopro do insulto me sustento
Na incerteza alheia me alimento
No toque dos lábios, desfaleço.

Nem sei a que mundo pertenço
Se em algo que por fraco acato
Ou qualquer loucura que invento
Mas é na candura de ser eu mesmo
Que invariavelmente me perco.

(Pablo Rocha)

20 comentários:

Mai disse...

Um poema para a inquietude dos dias, Tânia. Visitarei o Pablo para ler mais a sua poesia.
"...Nem sei a que mundo pertenço
Se em algo que por fraco acato
Ou qualquer loucura que invento..." Bem-aventurados sejam esses, que assim se sabem sem sequer saber.

beijos

Zélia Guardiano disse...

Lindo demais!
Parabéns, Pablo!
Grata, querida Tania, por me apresentá-lo!
Vou lá...
Beijos

lucidreira disse...

E nessa conturbada trilha de vida o desassossego nos faz invariavelmente nos perder. Real e certeiro.
Abraço

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

eu também me vou quando no mundo por si só existir tão somente paz

Assis Freitas disse...

inquietude e desassossego fazem bem, a alma e a poesia


beijo

Claudinha Antunes BA disse...

Taninha,
Saudades de passar aqui e me banhar nesta sua delicadeza!!
Estou de volta à correria dos dias e inquietude do meu ser! Bjusss

Bípede Falante disse...

Tânia, que lindo está o blog!!!
E que lindos versos. Adorei a ideia de perder-me na minha candura. Acho que é nela mesmo que me alimento e descanso.
beijos.

Leonardo B. disse...

[há no grão interior da palavra um remate de princípio e fim, da palavra urgente...]

um imenso abraço, Tânia

Leonardo B.

* agora, vou passar na esplanada de Don Pablo...

Jorge Pimenta disse...

este sossego descolado em sufixos é, invariavelmente, a seta e o alvo. queria atirar... queria acertar... mais, como não estar no centro do arremesso?...
um beijinho, tânia querida!

dade amorim disse...

Inquietude de dizer, desassossego de uma descoberta de candura... Que bonito o poema de Pablo!
Beijo, querida.

Rayuela disse...

gracias por compartir este poema de Pablo, ahora visitaré su blog.

besitos*

pablorochapoesias.com disse...

Tânia. Sinceramente nem sei o que dizer frente ao seu carinho com a minha poesia. Gestos assim é que fazem valer à pena essa empreitada de se desfazer de máscaras, através dos versos, mesmo sabendo que as pessoas que nos lêem nos verão como de fato somos. Sua humildade e gentileza ficarão guardados com carinho. Meu mais sincero MUITO OBRIGADO, poetisa.

Beijos

Multiolhares disse...

boa escolha, parabéns aos dois
Bj

Maria Emilia Xavier disse...

Quando poetas se encontram acontece o que está acontecendo por aqui...beleza pura.
É sempre um prazer vir por aqui, ler você, o que nos traz e, acredite, até alguns comentários - são verdade e beleza demais.

Gerana Damulakis disse...

Da inquietude, entre outras sensações, nasce o poema.

Pólen Radioativo disse...

Salve, Desassossego!!!
Salve, Pablo!!!

E muitos VIVAS pra ti, Tania querida!!!

Beijos...

Andrea de Godoy Neto disse...

o desassossego nosso de cada dia...

adorei a poesia do Pablo.

um beijo,Tânia!

Juan Moravagine Carneiro disse...

Andei meio ausente por vários motivos, mas aos poucos estou voltando

abraço!

Machado de Carlos disse...

Que dizer de um maravilhoso Poema? Simplesmente devemos tirar o chapéu!
A poesia está sempre em nosso coração. Faz bem ao estado de alma!

Mar Arável disse...

Belo e irreverente poema