7 de junho de 2010

Néctar



A verdade aproxima-se.

Olha-me com os olhos

abismados da beleza.

Não sou a mulher

que corta os pulsos e se joga da janela

nem aquela que abre o gás

nem mesmo a loba que entra no rio

com os bolsos cheios de pedra.

Sou todas elas.

Escrever me fez suportar todo incêndio

– toda quimera.
(Marize Castro)

12 comentários:

Bípede Falante disse...

Perfeito!
PERFEITO!
Que a dor e a loucura adormeçam nas palavras que nos ninam feito mães ou madrastas, mas não nos abandonam ainda que, por vezes, nos atormetem o coração.

Assis Freitas disse...

todo incêncio e toda a quimera são muitas vidas em vivência,


abraço

Gisela Rosa disse...

lindíssimo esse poema....


sim sou todas elas....



um beijo Tânia

Flávio Henrique disse...

mesmo mui perfeito aquilo que transmites acredita que sim...
a verdadeira icencia está na verdadeira forma de se transmitir as coisas e nao fingindo que nada nos atrapalha...

muito bom post mesmo :)

bjinho

P.S. por mais que tudo vá ardendo nunca se esquece aqueles momentos pelos quais todos passamos... :)

Tania regina Contreiras disse...

Amigos blogueiros, poetas irmãos, obrigada pela presença e comentários. Hoje estou um tanto melancólica, respondo em bloco, mas com o carinho de sempre.

Abraços,
Tânia

Santa Cruz disse...

Tania lindo poema, uma mulher pode ser tudo, mas deve ser uma mulher com M Grande. Porque para mim as mulheres são seres como os homens e com os mesmos direitos, Ca em casa a mesmo assim, como ja estou aposentado se a esposa faz uma coisa eu faço outra. não tenho vergonha de o dizer e nem me cai nada ao chão.
Um beijo
Santa Cruz

Marcantonio disse...

Néctar mesmo. Caso típico em que a beleza da forma expressa e exemplifica o conteúdo.

Abraço sincero.

Mila disse...

Lindos versos...bela escolha!
Bjs
Mila Lopes

Mila disse...

Amei o poema, intenso!
Bjs
Mila Lopes

Tania regina Contreiras disse...

Marquinho, obrigada pela presença.

abraços,
Tânia

Tania regina Contreiras disse...

Mila, beijo grande pra ti, obrigada por vir.
Tânia

Machado de Carlos disse...

Obrigado sempre pelas suas palavras de carinho! Sim, a Musa existe. Seguimos os passos dela. Sem ela, para mim não haveria a possibilidade de compor os meus sonetos.