22 de outubro de 2011

“Minha poesia não tem sexo, mas não abro mão das preliminares"


Entrevista com a poeta Cris de Souza







Cris de Souza é poeta que tem resposta na ponta da língua e sopra versos em estado de ardência quando o branco do papel a desafia. A maquinista do Trem da Lira não gosta de seguir sempre a mesma direção, o que assegura, de antemão, aos seus leitores-passageiros prováveis desvios, com encontros surpreendentes, recheados de arroubos e peripécias.
“Vario feito vinho” – avisa a poeta de Vila Velha à porta de entrada de seus dois blogues, Trem da Lira e Válvula de Escape, enquanto nos olha, provocativa, pela metade, na foto do seu perfil. Mas essa inconstância confessa está longe de ser traduzida como fragilidade ou falta de firmeza – a poeta é ousada no verbo e revela estar sempre em busca de novos sentidos, numa inquietude que lhe assegura manter-se sempre em movimento.

Nessa entrevista informal, com blogueiros poetas e escritores, Cris de Souza revela um pouco de sua outra metade e afirma que fugir ao padrão faz parte de sua essência.

Com vocês, a poeta Cris de Souza...

RV - Crisântemo, quando a lua cheia invade teu coração e explode tua alma o que fazes? (Domingos Barroso)

CS - Uivo! De verso em verso, de bar em bar, de corpo e alma. A lua cheia faz bem pra pele mas não cobre o vão. Nessas noites costumo alimentar minhas feras nem que seja na jaula. Eis o eterno espanto!
Asterisco: Os bruxos também amam.

RV - Crisântemo, D. Quixote é um louco por vento ou na infância colecionava moinhos? (Domingos Barroso)

CS – Suspeito que Dom Quixote seja louco por epifanias... Quem não vive um romance de cavalaria? Mal sei do vento, mas reconheceria um moinho até debaixo de Sancho Pança...
Asterisco: Cervantes me lembra cerveja- sede não se coleciona. 

RV - A minha primeira abordagem a um blogue centra-se no seu título. O Trem da Lira captou a minha atenção ao sugerir a convergência de duas formas de relação do indivíduo com o mundo, as coisas e si próprio: a viagem e a música. Que papéis representam uma e outra na tua escrita e, mais genericamente, na tua vida? (Jorge Pimenta)

CS- Sou uma viajante por natureza, trago na bagagem um mundaréu de sons. Mas diante da musa poesia o papel da música parece coadjuvante em qualquer terreno. Ainda que dividam o mesmo palco, com tamanha força.  A viagem e a música são rimas de estrofes à deriva escritas nas palmas das minhas mãos.
Asterisco: Nem sempre escuto meus silêncios.
RV - A tua escrita tem uma fulgurância própria que a torna perfeitamente reconhecível entre todas as outras. Constroi-se, habitualmente, sobre um paralelismo fônico muito particular em que um segundo conjunto duplica a cadência do primeiro, assim projetando o dizer para outras dimensões interpretativas. Opção puramente estética, ou hermeneuticamente intencional? (Jorge Pimenta)

CS - Seja na vida ou na arte estou sempre em busca de novos sentidos pra manter-me em movimento. No paralelismo do trem há na lira um tanto de estética, outro tanto de intenção e toda a inquietação do mundo!
Asterisco: As paralelas parecem aquarelas na horizontal.
RV - Cris, conta um pouco de como começou a escrever e o que faz você expressar-se com tanta ousadia no verbo? (Luisa Maciel)

CS - Olhando pro meu próprio umbigo, ouso dizer que comecei a escrever no útero... Desde pequenina tenho essa necessidade de me expressar, comecei pelos famigerados diários e cresci com essa fome-de-lira, escrevendo em folhas, na areia da praia ou até mesmo no vento. Curiosamente meu primeiro poema intitulava-se ”sem inspiração”, pena que as traças o devoraram. Será isso profético?
Asterisco: Nasci em meio a um carnaval recitando “mamãe eu quero mamar.” 
RV - Cris, teus poemas são encantadores e me "pegam" muito pela leveza, pelo ritmo e pela sonoridade que consegue imprimir a eles. Sua Lira tem marca registrada. Mas você divide-os entre dois blogues (O Trem da Lira e Válvula de Escape). Tenho minha opinião sobre isso, mas queria ouvir de você o porquê dessa divisão e qual a diferença do conteúdo desses blogues. Pode ser? Beijo grande, minha querida amiga! (Celso Mendes)

CS - Dividir pra somar! Digamos que no “trem da lira” eu leve a sério a viagem: brinco com a língua – marca registrada do que contrasto; e no “ válvula de escape” a viagem não me leve a sério: a língua brinca comigo –  marca revirada do que constato.
Asterisco: É no vai-e-vem que se voa!

RV - Sua inspiração vem de sentimentos ou de idéias? É só quando eles (ou elas) a invadem que escreve, ou você também gosta de tropeçar na semente de um poema enquanto chuta chapinhas pela folha em branco? (Tuca)

CS – De ambos, meu chapa! Minhas ideias são sentimentais, meus sentimentos não sei se ideais... Tenho queda por inversões e desafio as folhas em branco. Quando o meio de campo se embola, um tropeço na semente pode virar um gol de letra – ou não!
Asterisco: Gosto dos que jogam nas onze – sem juízo.

RV - Que importância tem o sexo (o feito, o por fazer ou o apenas desejado) na sua poesia? (Tuca)

CS – Uma importância despudorada! Minha poesia não tem sexo – mas não abro mão das preliminares. No fundo é uma grande perdição.
Asterisco I: Um verso passado que parece provocado:  “tropeço num contexto complexo, calçando meu latim sem nome, sem nexo, sem sexo.”
Asterisco II: Um canto russo que parece penetrado: "sexo verbal não faz meu estilo, palavras são erros e erros são meus, não quero lembrar que eu minto também...

RV - A leitura de poesia em blogs permite que se conheça o poeta de um modo bem diferente do convencional; o acompanhamos no dia-a-dia da criação, 'folheando' livros que ainda não foram editados.  Em que medida essa, digamos, intimidade precoce (sexo antes do casamento?) te intimida ou estimula? (Wilden Barreiro)

CS - A intimidade com o leitor só me estimula, é meio caminho andado para o ponto g da criação. Caso contrário já tinha pulado o muro ou partido pra outra sem olhar pra trás.
Asterisco: Sexo antes, durante e depois da rima – pra não ter surpresa no verso h!

RV - Existe uma Cris de Souza cujo rosto (ou meio rosto...) está estampado no poema. Essa, nós aprendemos a reconhecer desde os primeiros poemas que lemos. Mas existe outra - ou outras -, que se revela(m) em poemas que fogem ao padrão. São frutos do desejo de experimentar, ou obras da meia-face oculta? (Wilden Barreiro)

CS - Não é oculto que vario feito vinho. Fugir ao padrão é fruto da minha essência. Preciso experimentar novos teores, texturas, tintas... Me buscar entre um verso e outro – pra desviar de mim. Se um dia eu me encontrar devo dar meia volta na poesia.
Asterisco: Às vezes as linhas me passam a régua!
RV - Cris, ao ler tua poesia percebo uma fluência que surge de um trabalho com as imagens. Intencional ou não, gostaria de saber como é o teu processo de criação? (Sandrio Cândido)

CS –  Processo sem pé nem cabeça! A inspiração me pega pelos pêlos e me lança nas mãos da criação.
Asterisco: Imagens que voam dão menos trabalho que as de pé no chão.

RV - Porque a poesia é um gênero a ser usado por você, o que ela significa em teu cotidiano? (Sandrio Cândido)

CS –  Seria muito clichê dizer que a poesia é o ar que eu respiro? Ao levantar da cama, já dou bom dia ao verso. A poesia é um gênero de gênio forte e de coração frágil. Necessita entrega e cuidados diários: toma conta do meu universo. À poesia me entrego de corpo e alma, porque sempre caio em tentação aos seus pés.
Asterisco: Meu cotidiano foge do plano.

RV - Sua poesia é muito feminina, no entanto não é uma poesia que se submete ao conceito mulher-que-ama-e-só, nos dá uma sensação de que existe uma mulher forte e muito poderosa por trás da escritora. é fato? (Eleonora Duarte)

CS - Não sou de cristal nem de pedra. O ser nem sempre se avalia atrás do verso ainda que à frente esteja a sua fortaleza.
Asterisco: É fato que sensação rima com subversão.

RV – Qual a sua hora criativa? Em que parte do dia você se sente em estado de escrita? (Eleonora Duarte)

CS –  Fora de hora! Mas costumo escrever mais à noite, até porque o estado lunático me inspira e me aproxima das criações e constelações mais distantes.
Asterisco: Meus sonhos costumam ser matinais.

RV - Quem mais te feriu, se houve alguém que teve tanta coragem, recebeu o que eu chamo de extrema-unção literária? Ou seja, foi redimido antes da ‘morte’ em um verso seu? (Eleonora Duarte)
(Cris, obrigada, mais uma vez, por ter sido o anjo dos meus dias de janela e solidão. um beijo no seu imenso coração).

CS –  Salve-se quem puder! Posso dizer que através da poesia pode-se “preparar a morte” do sujeito sem qualificação –  nem sempre com requinte de crueldade. Quem mais me fere sou eu mesmo, mas sempre trato de ter coragem pra me redimir com meu
próprio umbigo. Já com o meu “ eu lírico”, parece caso de vida ou morte! Ou talvez de extrema-unção... (Papo de anja: te quero bem)
Asterisco: Voz viva é que se vela!

RV - Cris, você tem olhos misteriosos de felina. Esses olhos gostam de animais, sentem-se íntimos deles? Se você tivesse de se transformar em um animal, que animal seria? (Lelena Camargo)

CS - Minha relação com os bichos é extremamente humana,  tenho um vira-lata que late de barriga cheia e um bando de pombos esfomeados que comem na minha mão. Fora os beija-flores que ganhei no bico doce e o papagaio da vizinha que adotei pelo assovio. Imagino que eu seria uma espécie de camaleão com asas. Ou qualquer bicho que mude de cor e possa voar... 
Asterisco: Mosca na sopa é um prato cheio pra chamar Raul!

RV -  Cris, quando eu era criança, uma das coisas que eu mais desejava era crescer. Você queria crescer ou queria que o tempo passasse devagar? De que você gostava de brincar? (Lelena Camargo)

CS –  Embora uma criança precoce, tive uma infância de prata! Sou nascida e criada na beira do mar, sempre brinquei na praia: mergulhava, nadava, boiava, catava conhincha na areia, sururu na pedra e guruçá. Adorava puxar rede com os pescadores, era manjubinha pra tudo que é lado! Também brinquei muito em parquinho, de pique-esconde, de pega-pega, de cobra-cega, de cirandinha, amarelinha e salada mista – de é claro! Mas na surdina me vestia de “mamãe” pra ouvir Elis Regina e já questionava “
deus-e-o-mundo” às claras.
Asterisco: Viva a velha infância!

RV - Qual é o livro da sua vida? E o filme? A música? O pintor? (Lelena Camargo)

CS – Um livro de Mário Quintana, um filme de Nelson Rodrigues, uma música de Chico Buarque de Hollanda e uma pintura de Salvador Dali.
Asterisco: Que momento!

RV - Cris, você acha que existe um sentido na vida ou que a gente vive simplesmente porque tem de ser assim? (Lelena Camargo)

CS – Suspeito que o sentido da vida deva ser o da perdição! Todo mundo há de se encontrar entre os jardim do éden e da babilônia...
Asterisco: Antes assim que assado.

RV – Cris, a primeira vez que te li foi num poema em parceria com o Jorge Pimenta.   Depois tive a oportunidade de conhecer tua escrita, fiquei fã, mas sempre me intrigou o poema escrito a quatro mãos. Sempre tive curiosidade em saber: como é essa experiência, de que forma acontece, como funciona isso? (Tânia Contreiras)

CS - Acontece de forma inexplicável, mas o ponto de partida é o prazer. Duetos são um exercício e tanto, só escrevo com quem admiro. O Jorge Pimenta é meu grande parceiro, temos uma sintonia ímpar, então a poesia flui naturalmente, raramente acertamos uma vírgula dos nossos pares de letras.
Asterisco: São tantas as viagens de luz e sombras.

RV -  A necessidade de escrever do poeta é sinônimo de salvação ou perdição? (Adriana Araújo)

CS –  Deu zebra! Perder-se é meio caminho andado para salvar-se ou vice-versa.
Asterisco: Qualquer redundância será mera coincidência?

RV - Acredito que o ritmo dos versos do poeta revela o ritmo de sua respiração, de sua fala, de seus desejos, da forma como ama... Como tu explicarias o ritmo da tua poesia? (Adriana Araújo)

CS - Há dias que o ritmo da minha poesia é mais acelerado que o de uma escola de samba prestes a ser despontuada, já noutros, não passa da lentidão dos relógios duma quarta feira de cinzas apurada.
Asterisco: Ai das rimas do calcanhar!

RV - A poesia é a válvula de escape ou o trem que delira? (Assis Freitas)

CS – Opa, pegadinha do poeta! Estão estranhamente ligadas: a poesia escapa pelo trem da válvula que delira.
Asterisco: Quem dorme no ponto é fantasma!

RV - A palavra bem cuidada é uma especialidade da tua poesia. Quais são os afagos necessários para o verbo florir? (Assis Freitas)

CS – Uma voz, um vinho, um vento; uma pena, uma pluma, uma pérola; uma lente, uma louça, um lenço; um sopro, um sussurro, um suspiro: tantos são os afagos que trago para a floração do verbo - cuidado!
Asterisco: Até susto faz verbo florir.

RV - Cris, eu vejo a poesia como uma grande meditação sobre o humano e também sobre tudo que o cerca. Sua poesia não foge à regra , pois é visível o seu lirismo quase cósmico.   Creio que a poesia, de um modo geral , renova-se , cumpre ciclos e naturalmente ganha um novo marco com o advento de novos poetas. Diga-nos como você enxerga a poesia atual , fale um pouco sobre ela esse ela tem, na sua opinião , qualidade duradoura. (Moisés Poeta)

CS - Andei meditando sobre isso e cheguei a uma contemporânea conclusão: a poesia atual está na “blogosfera” – no duro! Basta olhar pro lado, aqui mesmo nessa sala, há realmente grandes poetas, que fazem poesia de qualidade pra durar por milênios no
ar –  os quais já consagro. Falando nisso, um brinde a todos os convivas!
Asterisco: Blogosfera> constelação de poetas.

RV - Cris, não é incomum as pessoas associarem estritamente os poemas às vivências reais do poeta.  Se um poema fala da solidão, muitos supõem, por exemplo, que o poeta é um solitário. O que você acha disso? Afinal, escrever poesia é mais sentir ou imaginar sentir? (Marcantonio)

CS – Acho natural essa associação mesmo que não represente a real. Escrever poesia é um tanto de cada, sentimento e imaginação até parecem que caminham de mãos dadas. Sentir o que na pele se imagina. Imaginar o que na pele se sente. Imagino que sinto isso. Sinto que imagino aquilo. Sinto e imagino. Imagino e sinto. Sintamos. Imaginemos.
Asterisco: Quando me sinto em casa não é imaginação!

RV - Quem pergunta é o Mário Quintana: “Exalta o Remendão seu trabalho de esteta.../ Mestre Alfaiate gaba o seu corte ao freguês.../ Por que motivo só não pode o Poeta/ Elogiar o que fez?” – Que tipo de percepção, efeito ou reação ideal você gostaria que seus poemas provocassem no leitor? (Marcantonio)

CS – Algo parecido com o que sinto, quando leio o indevido, seria muita provocação? Provocar é um dos verbos mais instigantes da língua. Gostaria que meus poemas provocassem, ao menos, surpresa. Uma percepção que intrigasse, um efeito que espantasse, ma reação que não esperasse. Provoca-me o verso: o poema há de tocar o leitor feito faca ou flor!
Asterisco: Quem responde é o Mário Quintana:”A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se”.

Participaram dessa entrevista: Domingos Barroso, Jorge Pimenta, Luisa Maciel, Celso Mendes, Tuca Zamagna, Wilden Barreiro, Sandrio Cândido, Eleonora Duarte, Lelena Camargo, Tânia regina Contreiras, Adriana Araújo, Assis Freitas, Moisés Poeta e Marcantonio Costa.

35 comentários:

Eleonora Marino Duarte disse...

o mesmo e tanto que disse antes... cris passou a ser um mistério maior para mim depois de esclarecer o que é. adorei o que li...

tuca-fera na ilustração...

beijo tanita, parabéns.

Marcantonio disse...

Bem, eu vou transcrever o mesmo comentário que fiz no Mínimo Ajuste:

Incrível, não é? A Cris faz poesia até quando é entrevistada. E como cai de tentação aos pés da poesia, não se furta a fazê-lo aqui também. Quanta inventividade verbal e distribuição perfeita de leveza e densidade! Achei sensacional a distinção que ela faz entre o Trem da Lira e O Válvula de Escape. E diria que pelo bom humor, pelo ar travesso, pelas sutis provocações, está mais presente aqui a Cris do Válvula, que com graça, não prescinde, no entanto, de expressar profunda percepção humana.

E os asteriscos?! Bela ideia, são como bônus poéticos, notas que remetem a derivações engenhosas sobre as perguntas. Uma delícia de ler.

Enfim, vê-se que ela põe em prática a frase de Quintana que cita no final da entrevista: Não explica a poesia, ela a expressa.

Parabéns a Cris, a você Tânia, por manter o tônus da ideia sempre elevado, aos entrevistadores e ao Tuca, cuja ilustração, pra variar, é ótima e ainda tem cores que me agradam especialmente.

Beijos.

Tania regina Contreiras disse...

A entrevista de Cris está pura poesia, show, parabéns a ela pelo brilho próprio, aos entrevistadores que também foram brilhantes, e a Tuquinha, que mais uma vez arrasou na sua arte e captou tão bem a alma da entrevistada, você é foda mesmo, garoto!!! :-)
Beijos,

Bípede Falante disse...

Vivaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! :)
A entrevista está incrível! E que bom que ela está aqui no Roxo tão violeta!
Parabénsss!!
Beijosss

Analuz disse...

o lirismo não abandonou Cris nas respostas... vi parcerias poéticas nesta entrevista! Adorei!

Beijinho com admiração!

Domingos Sávio disse...

que sagacidade, sentimento febril e íntima epifania
...

Belíssima entrevista.

[sinto-me na urgência de celebrar também a ilustração do Tuca (genial)não o fiz no comentário lá no mínimo ajuste: ou por estar sob o encanto da poeta Cris ou porque a meia cortina e a meia face já seja o início da entrevista]

Beijo carinhoso, Crisântemo.

Jorge Pimenta disse...

o trem prossegue a toda o vapor por entre serranias e vendavais. é assim o maquinista: conhecedor da viagem, sente o real que ele próprio imagina e urde. ah, poeta de lira inteira!
beijos, cris e tânia. estas entrevistas são a pétala que falta na corola do poema. o jardim torna-se nosso, também.

Wilson Torres Nanini disse...

A Cris é grande poeta dos muitos dizeres com poucas palavras. A entrevista ficou altamente poética, sintoma de que biografia e ofício se mesclaram, como é próprio dos verdadeiros artistas.

cirandeira disse...

Tânia, eu acho realmente incrível e
merece efusivos aplausos essa tua iniciativa de reunir e trocar ideias e sentimentos entre os blogueiros poetas e escritores, e
escreves tão bem que de antemão conseguimos captar um pouco a essência poética de cada entrevistado! Além disso, essa dobradinha com o Tuca, realça ainda mais o que escreves. PARABÉNS aos dois!
A Cris é mesmo uma poeta que nos incita, provocativa e misteriosa!
Essa cara-metade entre a sombra da cortina e o palco da vida, embora
nos esconda um lado, nos diz muito
sobre o que somos e o que é a poesia: uma busca permanente do sonho, do nosso vir-a-ser!
PARABÉNS pela entrevista, Cris!!!

Um grande beijo

Wilden Barreiro disse...

por mais que passes,
só fixo, Cris, a magia
de suas mil meias-faces.

parabéns, Tânia, por mais uma apetitosa entrevista!

LauraAlberto disse...

adorei a entrevista, ela é mercida
abraço
LauraAlberto

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Incrivelmente sagaz. Arrebatadoramente poético.
Este o sumo da intervista com a Crisálida meio bicho, meio gente, meios e (a)fins.
Parabéns, poetisa, e continue se (a)mostrando pro mundo.

Bípede Falante disse...

Essa menina é mesmo vulcânica!!!

Cris de Souza disse...

Amei tudo! Muito obrigada por tantas e tantas palavras generosas. Esse é um momento que levarei pra sempre comigo.

Tuca, você arrasou mais uma vez, me revelou. Te dou maior cartaz!

Tania, sua abertura não ficou atrás, me identifiquei muito.

E os entrevistadores me deram pano pra manga...

Enfim, foi o máximo!

Beijo a todos.

Tania regina Contreiras disse...

Cris, você tem brilho próprio, e todas as homenagens são mais do que merecidas!
Beijão

Tuca Zamagna disse...

Parabéns, Tãnia! Adoro os poetas que você (in)venta.

Quem venham a Dade, o Jorge, a Nydia, o Domingos, a Pólen, o Lalo, a Nina, o Celso... e até a gêmea má da Betina!

Não vou nem falar da Cris, essa cara metade do nosso eu lírico.

Beijos

Batom e poesias disse...

Desvario, devaneio e ventania.
Cada resposta virou uma poesia.

Adorei!!!

Mas essa moça continua a ser um enigma...

Parabéns a todos os envolvidos, em especial à Tania e à Cris.
Bjs

Rossana Masiero

Tania regina Contreiras disse...

Tuca, que venha você, sobretudo, porque ãí são duas metades encobertas e precisamos tirar o véu! rs
Beijos,

Tuca Zamagna disse...

Eu, duas metades encobertas???
Todas as minhas 37 metades são absolutamente descobertas!

Beijos

MOISÉS POETA disse...

Excelente entrevista (perguntas e respostas)

O nivel elevado dos entrevistadores,
contribuiu para amplificar a fome de
poesia que a cris sempre deixou
transparecer.

Óbviamente que a nossa dama da poesia
foi espetacular.

Um beijo grande para ela !

Outro pra você ,querida Tânia !

Adriana Karnal disse...

eu vou ser óbvia, Cris é grande.Preciso levitar para lê-la.

Assis Freitas disse...

a Cris incendeia palavras, mimetiza lugares, inflama olor no orbe dos dias: ave, axé, namasté.

parabéns Tânia pelo cuidado da apresentação


beijo-as

marlene edir severino disse...

Parabéns, Tânia!

Revigorando sempre os blogs com tuas entrevistas.

Parabéns à Cris, pela beleza de entrevista, aos entrevistadores, todos. A-do-rei!

Beijos!

Luiza disse...

Cristal é incrível, versão até durante a entrevista e quanta sabedoria nesse poemavista :) beijo em todos e um especial para a amiga Crisss :**

dade amorim disse...

Muito bom ficar conhecendo melhor essa menina, depois de conhecer essa poesia leve e surpreendente que ela faz.
Parabéns pra Tânia, que nos deu essa oportunidade, e um beijão pras duas.

Vais disse...

Saudações, Tânia, Cris e tod@s que participaram desta delícia de entrevista, e a arte do Tuca arrasou, que prazer danado de bom.

PARABÉNS!!!!!!

Moça Cris-tal você é preciosa, linda, admiro e adoro você.

UM ESPETÁCULO!!!!!

muitos beijos.

PARABÉNS, Tânia, pelo bom gosto de todas as entrevistas.

beijos.

Pólen Radioativo disse...

Cris é "veneno antimonotonia".
Entrevista linda!!!!
Esse combustível-vida que incendeia os teus versos nos deixa a cada viagem mais apaixonados por ti e por tua poesia.

Beijos e cheiros.

P.S. Um beijão, Tania. Amei a apresentação!!!

Andrea de Godoy Neto disse...

Cris, entrevista deliciosa!
poesia pura, lirismo, graça, inteligência, muitas faces, muitas cores. Adorei!!!
Parabéns!

Taninha, obrigada por viabilizar esse contato importante com os poetas e escritores. Tua alma é imensa! Já disse isso? vou dizer novamente: imensa! Imensa!

beijos às duas!!!

Cris de Souza disse...

Tô aqui sorrindo...

Obrigada, obrigada e obrigada!

Celso Mendes disse...

Pois eu tinha certeza de que já tinha deixado meu comentário de fã entrevistador aqui. Cris de Souza é uma escritora que não abro mão de ler e uma pessoa, que a cada dia, vem se me revelando cada vez mais encantadora. A prova está aqui, nesta entrevista deliciosa, que mais uma vez a Tânia generosamente nos propiciou.

Beijo, Cris.
Beijo, Tânia.

MIRZE disse...

CRIS!

Que entrevista maravilhosa! Não só você, mas rodos devem estar sorrindo, pelo realce das perguntas e respostas à altura da sua inteligência.

"Um livro de Mário Quintana, um filme de Nelson Rodrigues, uma música de Chico Buarque de Hollanda" Aqui somos iguais.

Tânia! É sempre um prazer apreciar a qualidade e o cuidado que tem com as entrevistas. Parabéns!

Parabéns a todos os entrevistadores, e à você Cris!

Beijos

Mirze

Paulo Rogério disse...

Uma poeta de outro mundo!
Brilhante!
(Inclusive nos asteriscos!)

Daniela Delias disse...

Eu adoro essas entrevistas!!! Muito legal conhecer um pouquinho mais dos poetas que admiramos tanto! Parabéns, Tania!!! E a Cris é um encanto!!!

Dario B. disse...

A Cris transpira lirismo, quem dera tivesse eu esse dom. E é uma delicia saber um pouco mais sobre ela. E pra ti, um obrigado imenso Tania.

José Carlos Sant Anna disse...

O melhor é que a Cris não é entre vista, o que seria uma pena. Como ela o faz na arte da palavra e na arte da fotografia, ela se revelou inteira, ainda que tenha sido através de fragmentos.
Mas não é a literatura a revelação de fragmentos para que totalizemos o real?
Além da transpiração de poesia em cada "verso" das suas respostas, consolidou o lado travesso, gracioso. Este sendo humor à flor da pele que esta moça traz dentro de si.
Cris prendeu-nos soltando-se quase inteiramente. Sempre fica uma ganga (lírica) por dizer.
Parabéns Tania e toda a equipe que colaborou com um jeito
manhoso de extrair toda a seiva que Cris podia nos dar. Esta moça transluz.
Beijos para as duas e abraços para toda a equipe.