24 de outubro de 2016

Não sei pisar em ovos




Piso
Em rosa espinhosas
Virgindade de pés
Sangrando em dialética
Ternura.



23 de outubro de 2016

Ao meu amor





Juro, juro,
Me espera
: Amanhã eu
voo,

21 de outubro de 2016

Votos de casamento consigo mesma









Amo-me
E me amarei
Com pacíficos
E bélicos afetos.

Na alegria
E na tristeza ;
Alpinista e
Abissal
 – Amarei-me
Verticalmente
Das estrelas aos
Vermes.

Meu ventre é
Vaso da vida
Rebento no solo
De carne e sangue
Que expulsa a flor
Para o seu destino de
Pássaro,

Amo-me
Incoerente
Indecisa
Ardente
Lasciva
: Amo-me
Mulher.

Prometo
A inconstância
Na eternidade
Do Amor;

Sou flor
Com espinhos
: Guardiões da
Frágil delicadeza.

Serei fiel ao arco-íris
Da minha alma policromada;
Mas se amada
Mas se amando
– A mim me unirei
Até que a Morte nos
Reúna em um só pó.

19 de outubro de 2016

A inocência tem os pés nus





Impossível
Caber na
Floresta
Virgem da
Infância
Sem descer
Dos saltos
 – A inocência
Tem os pés nus.