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Tintim!
A Morte tem muitas vozes
Sorvemos das taças
o último gole
alucinando eternidades.
Crack! prac! prec!
Agora explodem cristais
sob a onomatopeica
canção do adeus.
Baroom! Baruuum!
Os céus iluminam-se
ao clarão dos trovões
de um juízo final
que incinera sonhos.
Blém! Blém!
Da matriz da praça
o sino devassa a
íntima celebração da morte.
Crash!, Praaa!
Em letras de nuvens carmins
a gazeta diária da aurora
anuncia: dois astros chocaram-se
antes do amanhecer; da colisão
nasceram melancólicas estrelas.



